Tarsila do Amaral

BRASIL

1886 - 1973

Tarsila do Amaral nasceu em 1 de setembro de 1886, no Município de Capivari, interior do Estado de São Paulo. Filha do fazendeiro José Estanislau do Amaral e de Lydia Dias de Aguiar do Amaral, passou a infância nas fazendas de seu pai. Após separarar-se de André Teixeira Pinto, seu primeiro marido, iniciou seus estudos em arte. Começou com escultura, com Zadig, passando a ter aulas de desenho e pintura no ateliê de Pedro Alexandrino em 1918, onde conheceu a pintora Anita Malfatti. Em 1920 foi estudar em Paris Académie Julien e ficou lá até junho de 1922 e soube da Semana de Arte Moderna (que aconteceu em fevereiro de 1922) através das cartas da amiga Anita Malfatti.
Quando voltou ao Brasil, Anita a introduziu no grupo modernista e Tarsila começou a namorar o escritor Oswald de Andrade. Formaram o grupo dos cinco: Tarsila, Anita, Oswald, e os escritores Mário de Andrade e Menotti Del Picchia. Agitaram culturalmente São Paulo com reuniões, festas, conferências. Tarsila disse que entrou em contato com a arte moderna em São Paulo, pois antes ela só havia feito estudos acadêmicos. Em dezembro de 22, ela voltou a Paris e em seguida Oswald foi encontrá-la.
Além do tema nacionalista e das cores fortes, Tarsila trouxe a técnica do cubismo aprendida em Paris para os seus trabalhos. Esta fase da sua obra é chamada de Pau Brasil, e temos quadros maravilhosos como ‘Carnaval em Madureira’, ‘Morro da Favela’, ‘O Mamoeiro’, ‘O Pescador’, dentre outros. Ainda desta viagem a artista fez uma das suas melhores séries de desenhos que inspirou Oswald no livro de poesias intitulado Pau-Brasil, e Cendrars no livro Feuilles de route – Le formose.
Em 1926, Tarsila fez sua primeira Exposição individual em Paris, com uma crítica bem favorável. Neste mesmo ano, ela casou-se com Oswald. Depois do casamento o casal passou longas temporadas na fazenda de Tarsila onde recebiam os amigos modernistas.
Em janeiro de 1928, Tarsila queria dar um presente de aniversário ao seu marido, Oswald de Andrade, pintando o ‘Abaporu’, considerado a principal obra do Movimento Antropofágico brasileiro. A figura do Abaporu simbolizou o Movimento que queria deglutir, engolir, a cultura européia, que era a cultura vigente na época, e transformá-la em algo bem brasileiro. Valorizando o nosso país.
Em 1933 pintou a tela ‘Operários’, pioneira da temática social no Brasil. Desta fase, temos também a tela ‘Segunda Classe’ e outras que podemos atribuir ao social, mas com menos destaque como ´Costureiras´ e ´Orfanato´. Trabalhou como colunista nos Diários Associados do seu amigo Assis Chateaubriand de 1936 até meados dos anos 50. Em 1950, ela voltou com a temática do Pau Brasil com a tela ‘Fazenda’. Outras telas desta fase são ‘Vilarejo com ponte e mamoeiro´, ´Povoação I´ e ´Porto I´.
Tarsila participou da I Bienal de São Paulo em 1951, teve sala especial na VII Bienal de São
Paulo, e participou da Bienal de Veneza em 1964. Em 1969, a doutora e curadora Aracy Amaral realizou a Exposição, ‘Tarsila 50 anos de pintura’. Sua filha faleceu antes dela, em 1966. Tarsila faleceu em janeiro de 1973.

Fonte:

Autorretrato (Manteau Rouge)

Autorretrato (Manteau Rouge)

Óleo sobre tela (1923) - ©Tarsila do Amaral e Romulo Fialdini/Tempo Composto

Abaporu

Abaporu

Óleo sobre tela (1928) - ©Tarsila do Amaral e Romulo Fialdini/Tempo Composto

A Negra

A Negra

Óleo sobre tela (1923) - ©Tarsila do Amaral e Romulo Fialdini/Tempo Composto

Carnaval em madeira

Carnaval em madeira

Óleo sobre tela (1924) - ©Tarsila do Amaral e Romulo Fialdini/Tempo Composto

Operários

Operários

Óleo sobre tela (1933) - ©Tarsila do Amaral e Romulo Fialdini/Tempo Composto

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