Andrea Monroy

GUATEMALA

1981

Andrea Monroy é arquiteta e artista têxtil, entrou no círculo da arte por meio de uma convocatória chamada Mundo de Mujeres (2011). Depois participou de uma convocação no Museu Ixchel (2011) onde criou um huipil, (parte superior do traje indígena) inspirado nas suas três irmãs através de criação da suas próprias cores e símbolos. Esta exposição foi um marco fundamental para a sua investigação artística, uma vez que passou a incorporar o simbolismo como método artístico nas suas próximas obras. Cada peça a ajuda a entender melhor sua produção artística e, assim, decide continuar estudando a profundidade a visão do mundo Maya e a relação com os têxteis, que vão desde um conhecimento empírico sobre pigmentos, plantas medicinais e métodos de criação até bordados, tear de cintura e a exploração de texturas e materiais orgânicos.

A dificuldade de aprender as técnicas manuais dos diferentes processos têxteis levou-a a traduzir os movimentos feitos no tear de cintura em um novo vocabulário por meio da máquina de escrever, inventando uma linguagem de padrões e símbolos. Para a qual cria a obra intitulada Tela Central (2014) que consiste numa instalação onde é transcrita a investigação que faz durante algum tempo sobre os huipiles com uma máquina de escrever sobre um pano bordado. Instalado na 19ª Bienal de Arte Paiz. Outra de suas obras é Tierra / In Situ (2019) criada a partir de uma instalação que se destaca numa cartografia de símbolos que se repetem nos huipiles de diferentes regiões com uma importância cerimonial.

Atualmente a artista continua com um projeto denominado Mantras Míos onde tinge telas com extratos de plantas medicinais de tecido que depois são bordados enquanto repete mantras sentindo as propriedades que são absorvidas tanto no material quanto em seu corpo como um ritual que a auxilia na cura, num campo espiritual. A artista recebeu diversos prêmios e reconhecimentos nos anos seguintes (2013, 2017, 2018) no JUANNIO. Também participou do Museo de Traje Indígena Museo Ixchel (2011, 2012), na Sala de Projetos dentro da Galería Extra (2019) e várias exposições coletivas, como Stone's Throw: Arte de Healing / Arte de Resistencia na Virgínia, Estados Unidos (2020) Restless Image no Museum of Contemporary Art and Design (2019) Costa Rica e a residência artística Meet Factory em Praga, Europa, onde também participou na exposição coletiva “Las Costas del Mundo” na Galería Display (2018), só para citar alguns.

Batato

Batato

Óleo sobre tela 1989

Nua

Nua

Óleo sobre Tela 1988

AUTORRETRATO

AUTORRETRATO

Giz e pastel sobre papel 1980

Gustavo Marrone en su atelier

Gustavo Marrone en su atelier

Óleo sobre tela 1988

El psicoanálisis con rabia roía el cráneo por dentro y por fuera

El psicoanálisis con rabia roía el cráneo por dentro y por fuera

Técnica mista sobre tela 2018

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