Programação artistica 2026
JANEIRO
TROVOADA - Galpão das Artes - Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Curadoria: Ana Carla Soler e Francela Carrera
Projeto expográfico: Gisele de Paula
A programação de 2026 tem início com TROVOADA, exposição coletiva realizada no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, um dos mais importantes centros de preservação ambiental e pesquisa científica do mundo. Inserida no contexto da Mata Atlântica — bioma ancestral, diverso e historicamente ameaçado — a mostra propõe uma reflexão sensível sobre arte, ecologia, território e memória.
Entendida como metáfora e fenômeno atmosférico, a trovoada simboliza energia acumulada, ruptura e possibilidade de transformação. As obras de Giselle Beiguelman, Juliana dos Santos, Karola Braga, Marcela Cantuária, Mayra Carvalho, Nara Guichon, Rafa Kennedy em colaboração com o Labö e Siwaju Lima, formam um ecossistema poético no qual vídeos, pinturas e instalações atravessam a floresta, ativando diálogos entre espiritualidade, matéria, política e urgência ambiental. A exposição inaugura o ano, afirmando o compromisso do Instituto com projetos curatoriais que conectam a arte contemporânea a questões estruturais do nosso tempo.
MARÇO
TECENDO HISTÓRIAS – ARTE TÊXTIL LATINO-AMERICANA - Sesc Tijuca, Rio de Janeiro
Curadoria: Francela Carrera
Co-curadoria: Ana Carla Soler e Carolina Rodrigues
Projeto expográfico: Gisele de Paula
Em março, o Instituto apresenta Tecendo Histórias – Arte Têxtil Latino-Americana, exposição dedicada à arte têxtil em um campo ampliado, compreendida como linguagem de memória, narrativa e resistência. Historicamente associadas ao universo doméstico e feminino, as práticas têxteis são aqui ressignificadas como potentes ferramentas conceituais e políticas na arte contemporânea.
A mostra reúne 13 artistas e coletivos de diferentes gerações e países, entre eles Angélica Serech (Guatemala), Mónica Millán (Argentina), Nádia Taquary (Brasil), Ana Teresa Barboza (Peru), criando um panorama diverso da produção têxtil latino-americana. Bordado, tapeçaria, costura e experimentações com fibras tornam-se meios para discutir identidade, ancestralidade, território e vivências políticas, expandindo fronteiras geográficas e simbólicas.
ABRIL E JULHO
ABOLICIONISTAS BRASILEIRAS - São Paulo e Rio de Janeiro
Curadoria: Ana Carla Soler
Co-curadoria: Francela Carrera e Carolina Rodrigues
Projeto expográfico: Gisele de Paula
Nos meses de abril e julho, o Instituto retoma e amplia a circulação da exposição Abolicionistas Brasileiras, projeto de grande impacto institucional que propõe uma revisão crítica do passado colonial e escravocrata do Brasil a partir do protagonismo de mulheres negras. A mostra reúne mais de 30 artistas negras brasileiras e apresenta obras comissionadas inspiradas em lideranças históricas da luta abolicionista, como Aqualtune, Luiza Mahin, Maria Firmina dos Reis e Maria Felipa.
Além das obras centrais desenvolvidas por Guilhermina Augusti, Renata Felinto, Sheyla Ayo, Stefany Lima, Mariana Maia, Roberta Holiday, Thais Iroko e Thaís Basílio, a exposição dialoga com trabalhos de artistas convidadas de grande reconhecimento no circuito artístico, entre elas Lídia Lisbôa e Andréa Hygino, além de Aline Motta, Mônica Ventura e Renata Leoa. O projeto reafirma o compromisso do Instituto com a valorização da produção de artistas negras e com a construção de narrativas que enfrentam o apagamento histórico e projetam futuros mais equânimes.


