Angelica Serech

GUATEMALA

1982

Angélica Serech é artista têxtil. Originária de Comalapa, Guatemala. Desde criança aprendeu as diferentes técnicas do tear de cintura com sua professora e tia Alma Gómez, bem como o tear em pé e o tear vertical com sua mentora Lidia Serech. Sua mãe, apesar de não ser sua mentora principal, sempre destacou nela a importância do aprendizado da arte têxtil, ressaltando a importância de não deixar para trás seus estudos acadêmicos. Sua avó paterna María de Jesús Cutzal a encorajou o tempo todo a aprender as diferentes técnicas e padrões da arte têxtil. Angélica lembra que ver que sua produção de dias e às vezes de meses valeu a pena, sendo elogiada e remunerada a incentiva a se manter ativa.

Na Guatemala, as cores dos huipiles (as roupas tradicionais indígenas) e seus símbolos são as que caracterizam as diferenças dos povos, e em sua região são reconhecidas pelas cores preta, marrom, branca e azul marinho. entretanto, a artista decide quebrar algumas regras de preparação e traz novas cores vibrantes para suas peças, causando uma série de incógnitas, especialmente em seu círculo interno, que nem sempre tinha comentários encorajadores. Sua busca pelo experimental começa a tomar um novo rumo no momento em que decide tentar outra técnica - a do tear vertical- pouco conhecida no país. Isso lhe deu a liberdade de encontrar sua própria técnica experimentando texturas e dimensões que ela só poderia imaginar incorporando diferentes espessuras de fios acompanhados de nós, cores, tranças etc. Ajudando-a a expandir seu horizonte do que é o tear em um sentido mais amplo.

Suas obras rapidamente começam a ser reconhecidas nacionalmente, mas não localmente e posteriormente na esfera artística. Angélica é uma professora que domina não apenas a arte manual do artesanato, mas também quebra as regras para levar o mundo da arte têxtil a um nível de mestre. Os materiais que utilizam são orgânicos e ricos em texturas como maguey, fio de algodão, palha de milho, casulo de bicho-da-seda e cabelos próprios que agregam um valor poético a cada peça, como é na obra K * at. Suas obras percorreram diversos espaços expositivos como no JUANNIO (2020) e proximamente na Bienal de Arte Paiz (2021) na Cidade da Guatemala. A artista continua a tecer memórias afetivas, sonhos, histórias que são facilmente absorvidas por quem contempla suas obras têxteis.

Batato

Batato

Óleo sobre tela 1989

Nua

Nua

Óleo sobre Tela 1988

AUTORRETRATO

AUTORRETRATO

Giz e pastel sobre papel 1980

Gustavo Marrone en su atelier

Gustavo Marrone en su atelier

Óleo sobre tela 1988

El psicoanálisis con rabia roía el cráneo por dentro y por fuera

El psicoanálisis con rabia roía el cráneo por dentro y por fuera

Técnica mista sobre tela 2018

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