Belkis Ayón

CUBA

1967 - 1999

Nascida em Havana em 23 de janeiro de 1967, foi uma gravurista, desenhista, curadora e professora, criando uma obra imprescindível quando se fala de artes visuais cubana. Parte da criação da artista gira em torno da princesa Sikán, personagem de uma lenda Abakuá que narra a história da violação de um segredo por parte de uma mulher. Essa personagem e seu conhecimento do mundo Abakuá servem a Ayón como veículo para questionar a realidade. Vencedora de diversos prêmios e bolsas, ela participou de Bienais como a de Havana de 1991, a de Veneza de 1993, Maastricht 1993 e Kwangju 1997. E deu aulas na Academia San Alejandro em Havana e no Instituto Superior de Artes.
Em artigo que escreveu para “La Jiribilla”, publicação digital cubana, Ayón esclareceu: “Ao abordar esta temática desconhecida e hermética para muitos, ao não ser popular como outro dos componentes do acervo cultural cubano por tratar determinados aspectos que ainda não tem sido esclarecidos, pretendo ante tudo dar a conhecer minha visão a partir de seus entretecidos lembrados sagrados desbordantes de imaginação religiosa, apresentando-lhes de uma forma sintética o aspecto estético plástico e poético que tenho descoberto em Abakuá.
De igual amplitude, outra simbologia constantemente retratada por Ayón é Tansé, o peixe que para os religiosos abakuá tem especial distinção mitológica. Em muitas de suas produções a sua imagem é retratada com um tratamento de especial relevância. Associando-o tanto ao sacrifício quanto ao nascimento, Ayón o coloca vezes nas mãos de Sikán, e vezes o situando como observador da ordem humana.
Ainda entre os aspectos notórios da obra da artista estão as representações de corpos brancos e negros compartilhando espaço ou de corpos com várias cores, encenação que é analisada como reflexo de seu antirracismo, e as figuras que carecem de rasgos faciais ou de boca, o que para a historiadora da arte Cristina Figueroa é uma alusão ao segredo abakuá.
A artista faleceu em 11 de setembro de 1999 em Havana, Cuba.

Batato

Batato

Óleo sobre tela 1989

Nua

Nua

Óleo sobre Tela 1988

AUTORRETRATO

AUTORRETRATO

Giz e pastel sobre papel 1980

Gustavo Marrone en su atelier

Gustavo Marrone en su atelier

Óleo sobre tela 1988

El psicoanálisis con rabia roía el cráneo por dentro y por fuera

El psicoanálisis con rabia roía el cráneo por dentro y por fuera

Técnica mista sobre tela 2018

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