lía vallejo

HONDURAS

1992

lía vallejo é designer gráfica e artista visual torta dissidente, cresceu em Aldea Las Flores, Santa Cruz de Yojoa, Honduras. Tem o primeiro contato com a arte através da (EAT) Escuela Experimental de Arte em Tegucigalpa com a artista Lucy Argueta e Lester Rodríguez, onde realiza sua primeira ação denominada Prelúdio, ação em que passa a compreender o seu corpo como espaço de discussão e confronto público, registrando por meio de uma balança as alterações que seu corpo sofre no percurso de 40 minutos de seu espaço de trabalho até um shopping durante 40 dias, um estudo pessoal sobre os limites do corpo impostos por uma sociedade superficial que tem a imagem e a estética como padrão de beleza. O resultado final é o registro das fichas de pesagem realizadas nessa época e duas fotos documentais tiradas no consultório médico. Suas ações ganham uma maior dimensão a partir do momento em que sua ação é transferida para o Centro Histórico da cidade de Tegucigalpa, bem como para a Universidade Nacional de Honduras. Suas obras transgressivas visam denunciar os traços machistas de uma sociedade patriarcal. As obras atravessaram uma série de censuras dentro das instituições. Uma das ações mais polêmicas e de enorme repercussão no país, sendo tema de publicação no jornal La Tributa e divulgada no canal Abrindo Brecha, foi a intervenção “Fuck Machismo” (2016) conformada de lambe lambes com imagens grotescas, realizada de forma anônima, posicionados em várias paredes do centro da cidade. Denunciando mais uma vez o machismo estrutural. Outra ação foi “Es usted um acosador?” (“Você é um abusador?”) (2018), na qual a artista distribuiu panfletos a homens que passavam perto dela com olhares e ações assediadoras. O Panfleto com o questionamento é seguido do anuncio “Ligue para nós, podemos te ajudar” e um telefone disponível. O campo de atuação da artista, para além da performance, varia entre desenho, instalação e Site Specific, como o mural apresentado no Centro Cultural de Espanha em Tegucigalpa com o nome O tempo que nos resta na carne (2019) que faz parte da mostra individual com o mesmo tema, onde um conjunto de ações, intervenções e instalações tomam conta de uma das sedes do Centro Cultural. A obra da artista é visceral, confrontadora e extremamente real, pois abarca um problema estrutural social e religioso desde as suas raízes, abrindo diálogos e questionamentos para o grande público. Selecionada para a X Bienal da América Central em (2016), ela participou duas vezes na residência RAPACES de Espira La Espora (2015 e 2017) Nicarágua. Foi convidada para as exposições do 25º aniversário do Museu de Arte Contemporânea e Design (2019) e o 20º aniversário do TEOR / ética (2020) na Costa Rica. Seu trabalho já teve abertura em exposições coletivas nos países da Guatemala, Nicarágua, Costa Rica, El Salvador, México, Suíça e Itália.

Batato

Batato

Óleo sobre tela 1989

Nua

Nua

Óleo sobre Tela 1988

AUTORRETRATO

AUTORRETRATO

Giz e pastel sobre papel 1980

Gustavo Marrone en su atelier

Gustavo Marrone en su atelier

Óleo sobre tela 1988

El psicoanálisis con rabia roía el cráneo por dentro y por fuera

El psicoanálisis con rabia roía el cráneo por dentro y por fuera

Técnica mista sobre tela 2018

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