Mirla Fernandes

BRASIL

A partir do momento em que retomou seu trabalho com Artes Visuais, foi pelos fluxos entre os campos do desenho e da pintura que passou a pesquisar a relação entre o olhar e aquilo que nos cerca, como vemos as coisas e nossa relação com a velocidade de consumo e produção de imagens. Muitas vezes em seus trabalhos, uma figuração aparentemente delicada e serena, é um convite para uma observação mais cuidadosa, mais lenta e mais próxima para que possam se revelar gradualmente gestualidades que se colocam como contraponto equilibrante de intensidades e vigor.
Operando a partir de dualidades, minha poética se estabelece em diálogos. O desenho e a pintura, a memória e a observação, a memória e a imaginação, o real e o desejado, a figuração e o abstrato, o eu e o mundo. Estabelecendo nexos pela associação aditiva de opostos, meu trabalho busca um sentido para a existência no trânsito, naquilo que está em fluxo. A relação com as mídias sociais, o retrato, paisagem, a arquitetura, a natureza urbana se apresentam numa ótica que sublinha diferenças sem descarte dos opostos, mas com um englobamento de contrários como potência para transcendência.
A paisagem se coloca como metáfora da própria existência enquanto negociação de simultaneidades, do existir em dimensões diferentes e concomitantes. Assim como a pintura/desenho que, na minha poética, se realizam no binômio fazer/contemplar, num ciclo contínuo de ação e reflexão.

Batato

Batato

Óleo sobre tela 1989

Nua

Nua

Óleo sobre Tela 1988

AUTORRETRATO

AUTORRETRATO

Giz e pastel sobre papel 1980

Gustavo Marrone en su atelier

Gustavo Marrone en su atelier

Óleo sobre tela 1988

El psicoanálisis con rabia roía el cráneo por dentro y por fuera

El psicoanálisis con rabia roía el cráneo por dentro y por fuera

Técnica mista sobre tela 2018

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