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“Reunir essas mulheres que admiro tanto na publicação de mais um 8M é uma honra. Escrevo esse texto nas correções finais da diagramação e me emociono ao perceber que as contribuições dessas pesquisadoras, escritoras e artistas têm em comum a necessidade de honrar as mulheres que nos antecederam, assim como tenho feito em minha pesquisa artística. Por esse
motivo, a frase utilizada este ano é “às que cavaram rios com as mãos”, extraída do texto de Vanessa de Oliveira, que vai te emocionar algumas páginas adiante.
Em minha exposição individual intitulada ‘Desobediência Servil’ trago elementos que evidenciam minhas origens, inclusive pinturas de retratos de minha mãe e minha avó, os dois ventres que habitei: Maria da Graça Candido e Heloisa Carmem Candido. Hoje, procuro colocar seus nomes e imagens no mundo e transformá-las em arte como uma maneira de honrar cada degrau que elas subiram me carregando.
Dizem que as pessoas que se vão viram estrelas. Aqui dentro elas viraram faíscas.

(texto da organizadora, Priscila Barbosa)

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Priscila Barbosa

Priscila Barbosa é artista visual, muralista e ilustradora paulistana. É graduada em Artes Visuais pela Belas Artes e possui extensões em Masculinidades Contemporâneas, Feminismo Pós-colonial na América Latina e O Estado e o Corpo, todos pela PUC/SP.
Organiza esta publicação pelo segundo ano consecutivo, acreditando na importância do protagonismo das mulheres na busca por suas próprias narrativas.

8M2022: Às que cavaram rios com as próprias mãos