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Instituto Artistas Latinas apresenta seu programa de exposições 2026, consolidando sua atuação no sistema da arte brasileiro e internacional

  • Foto do escritor: Equipe Artistas Latinas
    Equipe Artistas Latinas
  • 23 de dez. de 2025
  • 4 min de leitura

Entre os nomes confirmados em suas mostras, se destacam as brasileiras Nara Guichon, Nadia Taquary, Juliana dos Santos e Lidia Lisbôa, além de nomes internacionais como a argentina Mónica Millan e a guatemalteca Angélica Serech



Jardim Ancestral, obra da artista Claudia Lara
Jardim Ancestral, obra da artista Claudia Lara

O Instituto Artistas Latinas anuncia sua programação artística para 2026 reafirmando sua posição como uma das principais plataformas dedicadas à valorização, difusão e pesquisa da produção de mulheres artistas na América Latina. Ao longo do ano, o Instituto realiza um conjunto de exposições de grande relevância institucional, reunindo artistas consagradas e emergentes, com destaque para nomes de reconhecimento nacional e internacional como Nara Guichon, Marcela Cantuária, Giselle Beiguelman, Nádia Taquary, Juliana dos Santos, Mónica Millán, Angélica Serech, Lídia Lisbôa e Andréa Hygino, entre outras.

O Instituto Artistas Latinas consolida uma programação que articula exposições de forte densidade conceitual, parcerias institucionais estratégicas e a presença de artistas de grande renome da cena latino-americana, reafirmando o seu papel como agente de transformação cultural, fortalecendo o protagonismo feminino e contribuindo para a construção de um campo artístico mais diverso, crítico e representativo.

Isis de Oliveira da série Matria Livre, obra da artista Marcela Cantuária
Isis de Oliveira da série Matria Livre, obra da artista Marcela Cantuária

Fundado em 2019, o Instituto Artistas Latinas amplia o conhecimento sobre a arte contemporânea produzida por mulheres latino-americanas por meio de uma plataforma digital, além de pesquisas curatoriais que se desdobram em exposições, projetos institucionais, consultorias para coleções públicas e privadas, ações educativas, cursos e participação em feiras de arte. Suas iniciativas impactam diretamente ao menos 12 países, tanto em formatos presenciais quanto virtuais, fortalecendo redes de pesquisa, circulação e visibilidade, movimentando mais de 800 artistas e um milhão de visitantes em quase 7 anos de atuação.

Como parte de sua estratégia institucional, o ano marca o lançamento do novo site do Instituto Artistas Latinas, aprimorando significativamente a experiência do usuário, com novas funcionalidades de pesquisa e maior acessibilidade aos conteúdos. Paralelamente, o Instituto intensifica e amplia suas ações educativas, com programas formativos, atividades públicas, mediações, encontros e conteúdos voltados a diferentes públicos, aprofundando o diálogo entre a arte contemporânea, a educação e a sociedade. Além disso, o Instituto amplia ainda mais esse escopo com o lançamento de um programa contínuo de exposições individuais voltado a artistas com até cinco anos de carreira, reafirmando seu compromisso com o fortalecimento de novas trajetórias e com a renovação do campo artístico.


PROGRAMA DE EXPOSIÇÕES 2026

Janeiro

TROVOADA - Galpão das Artes - Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

Curadoria: Ana Carla Soler e Francela Carrera

Projeto expográfico: Gisele de Paula


A programação de 2026 tem início com TROVOADA, exposição coletiva realizada no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, um dos mais importantes centros de preservação ambiental e pesquisa científica do mundo. Inserida no contexto da Mata Atlântica — bioma ancestral, diverso e historicamente ameaçado — a mostra propõe uma reflexão sensível sobre arte, ecologia, território e memória.

Entendida como metáfora e fenômeno atmosférico, a trovoada simboliza energia acumulada, ruptura e possibilidade de transformação. As obras de Giselle Beiguelman, Juliana dos Santos, Karola Braga, Marcela Cantuária, Mayra Carvalho, Nara Guichon, Rafa Kennedy em colaboração com o Labö e Siwaju Lima, formam um ecossistema poético no qual vídeos, pinturas e instalações atravessam a floresta, ativando diálogos entre espiritualidade, matéria, política e urgência ambiental. A exposição inaugura o ano, afirmando o compromisso do Instituto com projetos curatoriais que conectam a arte contemporânea a questões estruturais do nosso tempo.


Março

TECENDO HISTÓRIAS – ARTE TÊXTIL LATINO-AMERICANA - Sesc Tijuca, Rio de Janeiro

Curadoria: Francela Carrera

Co-curadoria: Ana Carla Soler e Carolina Rodrigues

Projeto expográfico: Gisele de Paula


Em março, o Instituto apresenta Tecendo Histórias – Arte Têxtil Latino-Americana, exposição dedicada à arte têxtil em um campo ampliado, compreendida como linguagem de memória, narrativa e resistência. Historicamente associadas ao universo doméstico e feminino, as práticas têxteis são aqui ressignificadas como potentes ferramentas conceituais e políticas na arte contemporânea.

A mostra reúne 13 artistas e coletivos de diferentes gerações e países, entre eles Angélica Serech (Guatemala), Mónica Millán (Argentina), Nádia Taquary (Brasil), Ana Teresa Barboza (Peru), criando um panorama diverso da produção têxtil latino-americana. Bordado, tapeçaria, costura e experimentações com fibras tornam-se meios para discutir identidade, ancestralidade, território e vivências políticas, expandindo fronteiras geográficas e simbólicas.


Abril e Julho

ABOLICIONISTAS BRASILEIRAS - São Paulo e Rio de Janeiro

Curadoria: Ana Carla Soler

Co-curadoria: Francela Carrera e Carolina Rodrigues

Projeto expográfico: Gisele de Paula


Nos meses de abril e julho, o Instituto retoma e amplia a circulação da exposição Abolicionistas Brasileiras, projeto de grande impacto institucional que propõe uma revisão crítica do passado colonial e escravocrata do Brasil a partir do protagonismo de mulheres negras. A mostra reúne mais de 30 artistas negras brasileiras e apresenta obras comissionadas inspiradas em lideranças históricas da luta abolicionista, como Aqualtune, Luiza Mahin, Maria Firmina dos Reis e Maria Felipa.

Além das obras centrais desenvolvidas por Guilhermina Augusti, Renata Felinto, Sheyla Ayo, Stefany Lima, Mariana Maia, Roberta Holiday, Thais Iroko e Thaís Basílio, a exposição dialoga com trabalhos de artistas convidadas de grande reconhecimento no circuito artístico, entre elas Lídia Lisbôa e Andréa Hygino, além de Aline Motta, Mônica Ventura e Renata Leoa. O projeto reafirma o compromisso do Instituto com a valorização da produção de artistas negras e com a construção de narrativas que enfrentam o apagamento histórico e projetam futuros mais equânimes.

 
 
 

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